Performances e Convidados 2011

 

ANDRÈE MARTIN 

Doutora em Artes e Ciências da Arte pela Universidade de Paris 1 (Sorbonne) e mestre em dança pela Universidade de Paris IV. Professora do Departamento de Dança da Universidade do Québec em Montreal (UQAM) desde 2003, sua pesquisa-criação, tem como foco o corpo e a sua dimensão rizomática na complexa articulação entre teoria e prática. Ela também desenvolve pesquisas tematizando a arte nos seus aspectos tranversais, particularmente aqueles relacionados com a dança, artes visuais e o cinema. Roteirista e cineasta, Andrée Martin assinou alguns filmes como Dançar Perreault (2003), Lock : retrato de um criador (2000), Ginette Laurin : poeta do movimento (2000), entre outros. Dançar Perreault (2003) se destacou no Festival internacional de filmes de artes realizado anualmente em Montréal (FIFA 2005), como melhor filme canadense. Como jornalista especializada em dança ela escreveu inúmeras críticas no jornal Devoir (Montréal  de 1994 a 2001) e também contribui para inúmeras revistas incluido Ballet Tanz Internacional (Alemanha), Revue du Théatre de la Ville (Paris), Alternatives Théâtrales (Belgique) et Les Cahiers de théâtre Jeu (Montréal).

 

CLÁUDIA MÜLLER

Artista com projetos desenvolvidos em dança, performance, vídeo e instalação. Mestrandaem Processos Artísticos Contemporâneos(UERJ). Atuou em cias. de dança em SP, RJ e na Alemanha (1990-2000).  Em 2000 começou a desenvolver projetos que se situam entre a dança contemporânea e as artes visuais. Participou do programa Encontros 2005-2006 idealizado por Al Kantara /Lisboa e Panorama de Dança / Rio de Janeiro e de residências artísticas:La Casa Encendida/ Madrid, Universidad de Alcalá de Henares, Azala Espacio de Creación/ Lasierra- País Basco. Questões como ausência/presença, realidade/ficção, percepção e discurso são constantes em seus trabalhos. As margens dos lugares tradicionalmente destinados à arte e a relação arte e cotidiano constituem também um grande interesse, assim como as diferentes estatégias de encontro espectador-obra-artista.

 ÉLCIO ROSSINI

Artista plástico, cenógrafo e diretor teatral. Defendeu tese de doutorado intitulada Tarefas: uma estratégia para criação de performances. Em 2006 realizou a performance Objetos de Ação. Recebeu o prêmio Açorianos de Teatro pela direção de Entre quatro paredes.

explora em seus trabalhos diferentes meios e procedimentos para tratar o tempo e as relações entre forma e ação. Artista plástico, diretor teatral e cenógrafo entre 1986 e 2004 dirigiu espetáculos premiados, dentre os quais destaca-se Entre Quatro Paredes, contemplado com 3 Prêmios Açorianos. Suas performances foram apresentadas na 5ª Bienal do Mercosul (RS); Riocenacontemporanea (RJ); Sincretismo dos Sentidos (SP) e Palais de Glace (Buenos Aires). Doutor em Poéticas Visuais pela UFRGS e desenvolve pesquisa sobre performance e videoperformance.

 MARIA HELENA BERNARDES

Artista e professora e tem formação em Artes Visuais pela UFRGS. Sócia-diretora do Arena Cursos. Foi uma das curadoras da exposição Horizonte Expandido, realizada no Santander Culturam, 2010. Criadora ao lado do artista André Severo, do Projeto Areal, projeto que objetiva a multiplicidade de meios, dissolução de linguagens, interrogação às idéias de visibilidade e de exposição  e que visa dar suporte a um extrato da produção contemporânea dificilmente viabilizado em âmbito institucional.

TATIANA ROSA

É bailarina, coreógrafa e professora de dança. Participa do Coletivo de Dança da Sala 209. É mestre em Educação (UFRGS). Foi Professora da Graduação em Dança: Licenciatura da FUNDARTE/UERGS – Montenegro, de 2003 a2010. Foi bolsista ApArtes/CAPES nos anos de 1999 e 2000 na Trisha Brown Company, em Nova Iorque. Suapesquisa está baseada em conceitos comuns à educação somática e à improvisação.

SANDRA MEYER

Professora do curso de Artes Cênicas da UDESC – Florinópolis. Doutora em Comunicação e Semiótica pela PUC/SP. Autora do livro As metáforas do corpo em cena e co-autora dos livros Tubo de Ensaio, experiências em arte e dança contemporânea (2006). Desde 2006  desenvolve estudos sobre o método intitulado Pontos de Vista (Viewpoints), desenvolvido pela diretora teatral americana Anne Bogart.

 GILSAMARA MOURA

Doutora em Comunicação e Semiótica – Artes pela PUC/SP com pesquisa sobre políticas públicas em dança. Bailarina e coreógrafa, dirige o Grupo Gestus, a recém criada Cia Gestus Jovem e a Cia Shuffle Trips, de Araraquara/SP. Foi bolsista da Fundação Vitae como coreógrafa residente no American Dance Festival (1998).Professora Adjunta da Escola de Dança da Universidade Federal da Bahia, desde outubro de 2009, no Departamento de Técnicas e Práticas Corporais, Graduação e Pós-Graduação.

SUZI WEBER

Professora adjunta do Departamento de Arte Dramática da Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Doutora em Études et pratiques des arts pelo Universite du Quebec à Montreal, Canadá(2010).Desenvolve pesquisa sobre práticas corporais artísticas na dança, no teatro e na performance.

MONICA DANTAS

Professora Adjunta da Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Realizou doutorado em Doctorat En Études Et Pratiques Des Arts pelo Université Du Québec à Montréal, Canadá(2008). Autora do livro Dança: o enigma do movimento. Coordenadora do projeto Dar carne à memória (2010), vencedor do Prêmio Klauss Vianna de Dança.
ANDREA BARDAWIL

Coreógrafa formada pelo Colégio de Dança do Ceará.Foi uma das selecionadas no projeto Rumos Itaú Cultural Dança – 2000, com o trabalho “Do que se pode dizer…”, e ganhou a Bolsa Vitae de Artes – 2000, com o projeto “O Tempo da Delicadeza”. Foi coordenadora do Núcleo de Dança do Alpendre e do Curso Técnico em Dança, realizado pelo Senac, Secult e Centro Cultural Dragão do Mar. Foi coordenadora pedagógica da Bienal Internacional de Dança do Ceará.

LUCIANA PALUDO

Bacharel e Licenciada em Dança pela PUC/PR e Fundação Teatro Guaíra, Curitiba – PR. 

Cursou a Escola do Teatro Guaíra, entre os anos de 1987 e 1991. MEstre em ARtes Visuais pela UFRGS. Doutoranda em Educação/UFRGS. PRofessora do curso de Licenciatura em Dança da UFRGS. Em 2006 foi vencedora do Prêmio Funarte Klauss Vianna para a dança, com o projeto “Caminhos a percorrer”, que consistiu em apresentações do espetáculo “Os humores do poeta” e oficinas de dança em nove cidades do Rio Grande do Sul, com o Mimese cia de dança-coisa. Recebeu o Prêmio Açorianos de Dança em 2007 pelo seu trabalho “Um corpo bem de perto”,  nas categorias de Melhor Bailarina, Melhor Coreografia e Melhor Trilha Sonora.

PERFORMANCES

L’ABÉCÉDAIRE DU CORPS DANSANT – U – Usage e S – Sensation

 

O corpo do bailarino se constrói através de fascinantes tramas e desconstruções de formas, de dinâmicas e de estéticas, mas também graças a um jogo de simultaneidades e circulação, mais ou menos livre ou controlado por jogos, modelos, tradições e reações a estas mesmas tradições. Nosso abecedário, decididamente pós-moderno, duplo trabalho do corpo dançante, se desenvolve a partir de 26 letras do alfabeto utilizando uma diversidade de modos de expressão e uma pluralidade de saberes, a fim de alcançar a multiplicidade característica do corpo do bailarino. Ao mesmo tempo, reflexão teórica e performance dançada, o Abecedário do corpo à Porto Alegre, se limitará as letras U-uso e S-sentido, sensação e percepção. Dois dispositivos, dois universos definitivamente diferentes, onde os corpos as ações, os sons e as imagens se fundem umas as outras para criar uma viagem no cerne do trabalho do corpo dançante e de jogo complexo e impalpável de sentidos, de sensação e de percepção. Duas propostas, entre rigor, sabedoria e loucura, desordem, limite e desorientação.

No elenco: Andrée Martin, Laurent Martin, Claudine Ledoux, Ariane Boulet, Jade Marquis,  Catherine Gaudet e Sarah Dell’Ava

SOBRE TODOS NÓS

O processo de criação de “Sobre Todos Nós” teve inspiração em 16 crianças “que falam sobre todos nós”. Os bailarinos revivem o tempo do universo simbólico da criança, transformando-lo no espaço e fazendo associações daquilo que as crianças de hoje têm em comum: sonhos, desejos, carências.

Direção: Gilsamara Moura
Assistente de Direção: Kranya Díaz-Serrano
Concepção: Gilsamara Moura
Trabalho criado em processo colaborativo com os intérpretes:
Gilsamara Moura, Luzinete Silva, Pablo Lozano, Rafael Otoni, Sabrina Kelly
Bailarino Estagiário: Nícolas Souza
Bailarinos Convidados: Cesar Nunes e Nirlyn Seijas
Iluminador: Ricardo Portari Filho
Trilha Sonora: Alex Lima e Divan

P A L A V R A S

     Na performance Palavras  duas figuras, sentadas frente a frente, encontram a impossibilidade de se comunicar, não podem falar nem escutar uma a outra, pois não possuem bocas ou ouvidos. Uma motivação interna organiza o gesto da mão, do braço e do tronco. Os gestos surgem no corpo e desaparecem na forma de uma desistência. As ações que os performers realizam parecem expressar um diálogo que está sempre na eminência de acontecer; e não acontece. As duas figuras sem cabeça, criadas pelo gesto de erguer a gola da camisa, inclinam o corpo, arrastam o peito sobre a mesa, levantam da cadeira, voltam a sentar, apóiam os cotovelos sobre a mesa, esfregam as mãos e assim por diante. Em Palavras a repetição e a duração extensa é uma característica importante porque associa a ação performática a idéia de instalação.

Autor: Elcio Rossini              Participação:  Anildo Böes e Mauricio Casiraghi

Corpo algodãozado + aqui cruza um rio/procedimento de falar-fazer

O procedimento de “falar-fazer” consiste em borrar as situações de palestra, de “falar sobre”, com as artísticas. Procura colocar em relevo a condição de performance de ambas, admitindo o risco do engajamento pela sensação e pelo movimento no falar e na elaboração intelectual e verbal. Busca com isso trazer à tona o que pode ser o conhecimento de quem dança – enquanto dança – a qualidade e a especificidade desse conhecimento.

O procedimento configurou-se no seminário do projeto INSTRUÇÕES]desdobramentos, em 2008, em parceria com Alexandra Dias e Michel Capeletti (Projeto MAX) e tem sido experimentado em diferentes materiais. Aqui será apresentado “O corpo algodãozado” (2008), que discorre justamente sobre a possibilidade de um corpo esgarçado no espaço, invadido pela palavra e pela imaginação. O material poderá se transformar em “Aqui cruza um rio” (2004), que envolve o contar do mito de Orfeu.

DANÇA CONTEMPORÂNEA EM DOMICÍLIO

As performances de Claudia Muller se firmam na experiência de entregar dança contemporânea em locais onde ela não é esperada, procurando espaços despercebidos, brechas no cotidiano. Busca-se aproveitar a imagem de um entregador comum para recriá-la em outro contexto. A encomenda pressupõe um dançarino que realiza o seu ofício, entregando um bem “não-utilitário”, uma mercadoria não usual, cujo consumo está na fruição do espectador. Uma dança que se importa menos com movimentos concretos e mais com os espaços imaginários abertos no encontro com o espectador – consumidor: qual o lugar deste ofício, como é percebido, quais seus recursos, qual seu alcance, como é remunerado.

PERFORMANCES, HAPPENINGS, INSTALAÇÕES OU OUTRAS EXPERIÊNCIAS (IN) NOMINÁVEIS

 A partir da perspectiva de valorizar a percepção da experiência, do instante, das interações, o coreógrafo e diretor Airton Tomazzoni convidou artistas e estudantes para criarem ações simultâneas nos espaços do Centro Municipal de Cultura. Jardim, estacionamento, palco, bilhetrias, camarins, mesas de bar, calçadas. Os espaços se abrem ao encontro e à partilha do sensível.

Performances, happenings, atividades e outras experiências (in)nomináveis
1 – Pelo espaço a fora
Um grupo de bebês explora o espaço. E você?

Andréia Lucchina / Bebês convidados: Gustavo / Bruno / Violeta
2 – Desobedeça
Uma locução orienta o participante em uma série de instruções para se movimentar.

Você aceita?

Fernanda Boff / Andrea López / Leonardo Jorgelewicz

3 – Sem título
Arte se anuncia? O que se anuncia é arte?
Diego Esteves / Juliana Rutkowski / Kalisy Cabeda

4 – Você dançaria para mim?
Participantes dançam ao som do seu próprio mp3. Depois oferecem os fones de ouvido ao

convidado ouvir a música e…
Michele Zgiet / Mariana Konrad / Samir Seadi
5 – Experiência: corpo e percepção
Percurso do sensível. Entregue-se e descubra.
Raquel Purper/Iandra Cattani/Alessandro Rivellino/Tainá Borges/Andréia Lucchina Luciana Moraes

6 – Madaleine
Paladar e memória. Um sabor poder levar você para onde?
Isadora Maia / Luciana Moares / Luiza Fischer / Nina Eick

7 – Bambolódromo
Qual o impulso para perceber-se ainda criança?
Gabriela Camargo / Cibele Donato

8 – Tu escapularás
Exercício e prosa sobre escápulas.
Luciana Paludo

9 – O que eu não posso dizer, de Elcio Rossini eSuzi Weber, com Maurício Casiraghi

Além da participação dos alunos do Grupo Experimental de Dança, integram também a programação a performance “O que eu não posso dizer” de Elcio Rossini e Suzi Weber, com Maurício Casiraghi e convidados; e “Tu escapularás”, com Luciana Paludo.

 FAZ DE CONTA QUE

Faz de conta que é a primeira montagem para o público infantil produzida pelo Grupo Experimental de Dança da Cidade, de Porto Alegre. O espetáculo parte do dilema de um grupo de bailarinos sobre como criar dança para crianças. Questionando clichês e inventando caminhos, o grupo de bailarinos acaba enfrentando os desafios de fazer a imaginação dançar. Com humor e poesia, Faz de conta que constrói um território para brincar com coreografias e imagens.

Direção e concepção coreográfica: Airton Tomazzoni
Criadores- intérpretes: Alessandro Rivelino, Andrea Lopez, Andréia Lucchina, Diego Esteves, Fernanda Bertoncello Boff, Iandra Cattani, Juliana Rutkowski, Kalisy Cabeda, Lara Sosa, Leonardo Jorgelew, Mari Rocha, Raquel Purper, Tainá Borges.
Cenografia: Maíra Coelho, Marcelo Pacheco, Karine Paz, Ana Paula Reis e grupo.
Figurinos: Marcelo Pacheco e Agatha Tomatis
Trilha sonora especialmente composta: Andrea López, Bruno Ângelo, Gabriel Saikoski e Lehgau- Z Quarvalho
Operação de som: Bruna Ketzer

VIRAL

“Viral”, do coreógrafo Mario Nascimento, aborda processos mnemônicos – aqueles que auxiliam na memorização e que são tratados como processos contaminatórios de movimentos de outro bailarino. O espetáculo tem como fio condutor aquilo que a memória seleciona e o que se estabelece no corpo a partir dela.

Direção: Gilsamara Moura
Assistente de Direção: Kranya Díaz-Serrano
Coreografia: Mário Nascimento
Elenco: Luzinete Silva, Pablo Lozano e Rafael Otoni
Bailarino Estagiário: Nícolas Souza
Iluminador: Ricardo Portari Filho

MICRODANÇAS QUE SE DESFAZEM…

 Solo com a bailarina e diretora Gilsamara Moura. Inspirado na obra “O olho e o cérebro – Biofilosofia da percepção visual” de Philippe Meyer, o espetáculo trabalha com alguns sentidos e canais da percepção (experiências táteis, visuais, cinestésicas, acústicas).

Uma resposta para Performances e Convidados 2011

  1. Lu Paludo disse:

    Muito legal a programação, a proposta e a concepção do festival. Vida longa!

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